Author Archives: Therezita Peixoto Patury Galvão Castro

About Therezita Peixoto Patury Galvão Castro

Therezita Peixoto Patury Galvão Castro. Otorrinolaringologista. Mestre e Doutora em Otorrinolaringologia. Professora Titular aposentada da Faculdade de Medicina da UNCISAL. Professora Associada da Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Coordenadora da disciplina Distúrbios da Voz. Pesquisadora Extensionista e Coordenadora do Projeto de Extensão “dê voz a quem precisa” da FAMED/UFAL. Sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.

A DESCOBERTA DE UMA RELÍQUIA DE VALOR HISTÓRICO
   26 de fevereiro de 2024   │     7:45  │  0

Uma casa sem livros é

 um corpo sem alma.

Cícero.

 

Esse conto se passa em Alagoas, terra dos Marechais, de Marechal Manuel Deodoro da Fonseca e de Floriano Vieira Peixoto, localizada no Nordeste do Brasil, cuja capital é Maceió e encontra-se cercada de várias praias e lagoas. Onde morava a alegre senhora Tereza, com seus 60 anos de idade, de estatura média, porte elegante, de cor branca, com seus cabelos curtos e escuros. Que trabalhava como professora da faculdade de medicina de uma instituição pública federal desta cidade. Ela era simpática, gostava de ler e se dedicava inteiramente ao seu trabalho acadêmico. Casada com o senhor Luiz, com mais idade que ela, também de estatura média, magro, com uma discreta calvície. Ele era comerciante, muito conversador e tinha o hábito de ouvir música.

O casal morava num apartamento confortável defronte à praia de Ponta Verde. Nessa ocasião, a Tereza vivia o Luto de seu pai, que havia falecido há dois meses. Já a sua mãe partira anos antes, e agora estava órfã. As lembranças deles eram constantes, principalmente de seu pai, traziam muitas saudades e a deixava triste.

Lembrou-se como foi à partilha dos bens, quando se reuniu com seus três irmãos no apartamento, onde seus pais moraram. Que herdara bastantes coisas antigas: quadros, livros, as belas louças que pertenciam à sua mãe e outros objetos da época que viveu com eles. Trouxe tudo para o seu apartamento, e colocou os quadros na parede da sala, os livros na estante e as louças no móvel e cristaleira da sala de visita, e alguns guardou embrulhados dentro de um armário no seu quarto. Continue reading

A SAUDADE
   1 de fevereiro de 2024   │     9:49  │  0

Ai! Que saudade!

Sinto que dói dentro de mim,

é um aperto intenso no peito.

Uma nostalgia!

Ora ruim … Ora gostosa,

e que aumenta a cada dia.

Que mais parece um mar cheio de lembranças,

de ondas que batem no meu coração,

lembrando tudo que vivi desde quando nasci.

E as preciosas relíquias estão no fundo do mar:

os meus brinquedos,

os álbuns,

as cartas de meus pais e amigos,

as joias antigas de família,

e coisas de afeto da minha história.

No além, do mar, no seu infinito,

ficam as tenebrosas lembranças,

que se vão nas trevas da escuridão,

levando o meu medo,

e o meu choro das tristezas que vivi.

Aí! Que saudade!

Levo no barco da minha vida

as melhores lembranças,

e sigo navegando no mar dos meus sonhos…

AO MESTRE GILBERTO MACEDO
   4 de setembro de 2023   │     2:53  │  0

Conheci Gilberto de Macedo quando ainda era adolescente. Eu era amiga de escola de suas filhas Rosana e Carmita e tive a oportunidade de conviver com ele, sua esposa Dona Carmen e toda a família. Eles eram atenciosos e muito educados. Ele também era amigo do meu pai, o prof. Aloysio Galvão. O tempo foi passando, quando em 1980, ingressei na Faculdade de Medicina da Ufal, e tive a oportunidade de ser sua aluna na disciplina de psicologia médica e antropologia durante o curso. Mas tarde, ele foi meu paciente no consultório médico de otorrinolaringologia . É uma honra falar do grande mestre “ O prof. Gilberto de Macedo”, ele era Professor Catedrático da UFAL, foi um dos fundadores do curso de medicina da UFAL, era um professor de senso crítico e democrático, muito dedicado aos estudos e era um grande pesquisador. Publicou vários livros, dentre eles destaco: “A Universidade Dialética” ( Consciência, conflito e violência na Universidade). Diz ele na primeira edição desse livro em 1969: “A Universidade, não se poderia imaginá-la em autenticidade, fora da dialética. É nela onde acontece a idade da razão, da capacidade para o raciocínio, quando se pode concretizar o discurso metodológico, e o dialogo pedagógico para adquirir sua plenitude. A universidade autêntica é reflexiva, compreensiva e criadora. ….mas, crítica.”” ao permitir o conhecimento dos homens e das coisas através do pensamento dialético. Diz ainda: que a liberdade do que se fala é aduzida de consciência social.”
O prof. Gilberto de Macedo escreveu semanalmente crônicas no jornal gazeta de Alagoas, fez parte como membro efetivo do IHGAL e da Academia Alagoana de letras e de outras entidades culturais. A Faculdade de Medicina da UFAL o homenageou, ao inaugurar no dia 11 de outubro de 2019 a “Unidade Docente Assistencial (UDA) Professor Gilberto de Macedo”, localizada próximo da UFAL. Onde são realizadas atividades compartilhadas com a secretaria municipal de saúde, de forma multidisciplinar e interprofissional, envolvendo docentes e discentes da UFAL de diversos cursos.